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  • Tiago Vasconcellos

A Síndrome do Piriforme e seu tratamento


Se você sente uma constante dormência, um formigamento ou dor aguda unilateral, que se inicia no glúteo, desce pela perna e chega ao pé, isso pode significar que você tenha a Síndrome do Piriforme. Ela pode se manifestar quando a pessoa pratica o simples ato de se sentar, subir escada, andar de bicicleta ou correr. Mas como ela acontece?


O músculo piriforme está localizado a partir da região sacro-ilíaca, posicionada nas vértebras S2-S4, e se estende até a “cabeça” do fêmur (trocânter maior do fêmur), sendo o responsável pela rotação externa, abdução e movimento lateral do quadril. Logo debaixo do piriforme está o nervo isquiático (que recebia o nome de ciático), que é o maior do corpo humano, receptor da maior parte dos estímulos sensitivos e motores dos membros inferiores. Quando o isquiático passa através do piriforme, a predisposição para o surgimento da síndrome aumenta consideravelmente.


No caso da Síndrome do Piriforme, esse músculo piriforme passa a comprimir o nervo isquiático, aumentando a tensão sobre ele, ocasionando uma dor crônica, que muitas vezes é confundida com crises de hérnia discal ou crise de isquiático. Ela compromete a flexibilidade, diminui a força muscular e impede a execução natural dos movimentos da região afetada.


Pacientes com histórico de trauma na pelve ou nos glúteos, com excesso de peso, com diferença na altura das pernas, desequilíbrios no quadril, problemas nas articulações lombares, sacro-ilíacas ou com execuções esportivas incorretas, também podem sofrer com a patologia.


A síndrome atinge, em sua maioria, mulheres entre 30 e 50 anos, pois a biomecânica da pelve feminina tem características distintas da masculina.


O diagnóstico pode ser feito por meio de exames manuais, mas a depender da gravidade, pode-se solicitar tomografia computadorizada ou ressonância magnética nuclear da coluna.



O Tratamento


Após o diagnóstico da Síndrome do Piriforme, o Osteopata inicia um tratamento para o controle da inflamação e recuperação da qualidade de vida do paciente. Uma das terapias utilizadas é a liberação miofascial. Essa manobra visa eliminar nódulos, diminuir as toxinas e o enrijecimento de toda a região afetada pela síndrome, mas é aplicada em todo o corpo, uma vez que a osteopatia sempre trata o organismo como uma unidade.


Outras medidas terapêuticas costumam ser adotadas paralelamente, como execução diária de alongamentos prescritos pelo osteopata, uso de bolsa de água quente ou fria sobre a área afetada (dependendo do nível da inflamação) e automassagem com uso de bolinhas de tênis ou rolo massageador, por exemplo.


Lembrando que qualquer medida em relação a saúde deve ser tomada por um profissional da área. Qualquer dúvida, consulte um especialista, sempre.

Tiago Vasconcellos

Crefito 76397-F

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